Fiéis dormem em Copacabana e fila do metrô para sair do bairro diminui

A rotina da saída de Copacabana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) mudou na noite deste sábado (27). Apesar de mais de 3 milhões de pessoas terem ido ver o Papa Francisco, segundo a organização do evento — número recorde —, as filas de metrô e ônibus para deixar o bairro, que chegaram a ter espera de mais de três horas na sexta-feira (26), diminuíram, graças aos milhares de peregrinos que vão passar a madrugada na Vigília, em dormitórios improvisados nas areias e calçadas.

Com a praia cheia de barracas e sacos de dormir, muita gente deitou pelas ruas, sempre em grupos. Conforto era palavra descartada da preocupação dos peregrinos para não perderem os últimos momentos da JMJ, que termina neste domingo (28).

Dificuldade de táxi
Apesar do menor fluxo de pessoas deixando Copacabana, duas voluntárias ficaram por mais de 40 minutos tentando pegar um táxi para ir ao local onde estão hospedadas, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Méier, no Subúrbio do Rio.

Paradas em frente à estação Siqueira Campos do metrô, elas reclamaram da falta de estrutura do evento. “Os táxis estão passando cheios e, quando passam vazios, não param”, disse Camila Moreira, que veio do Mato Grosso.

A gaúcha Lucia Soares disse que não pretende voltar a um grande evento no Rio. “Não tem estrutura, não tem banheiro, nada. Não me convidem para vir ao réveillon, porque eu não venho. Assim não dá”, disse a jovem que terá de retornar à Copacabana às 6h para trabalhar no evento de encerramento.

Casal peregrina com bebê
A mudança de Guaratiba para Copacabana pegou muitos peregrinos de surpresa. Um casal de Jundiaí, no interior de São Paulo, alugou uma casa em Santa Teresa, no Centro, e estava programado para dormir na Zona Oeste  na noite deste sábado. Com a mudança no roteiro, o casal que trouxe o filho Bernardo, de apenas 1 ano, teve que voltar pra casa.

“Vamos andar até Botafogo, de lá pegaremos um ônibus pra Lapa e aí sim Santa Teresa. O Bernardo se comportou direitinho, a gente que judiou um pouco dele já que fizemos a peregrinação hoje desde a Central e aqui está bem frio. Mas o que importa é que estamos abençoados”, disse Silmara Macedo.

Ela e o marido, Michael Tiago Gonçalves, pretendem voltar neste domingo (28) por volta das 7h.

As amigas Vânia Valéria e Carmem Martins saíram cedo de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e também vão voltar pra casa fazendo peregrinação.

“Vamos andar até Botafogo, pegar um ônibus para Central e de lá um trem para Campo Grande. Amanhã a gente chega em casa”, brincou Carmem.

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